Emoções Suprimidas e o “Fogo no Fígado” - Site oficial da escritora de livros Jussara Souza
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Emoções Suprimidas e o “Fogo no Fígado”

Emoções Suprimidas e o “Fogo no Fígado”

Para a sábia Medicina Tradicional Chinesa grande parte das doenças estão ligadas ao Fogo no Fígado.

No nosso corpo, o fígado é quem está no controle do fluxo de energia vital. Os chineses dizem que as emoções do fígado – como raiva, irritabilidade, mágoa e frustração – estagnam e bloqueiam essa energia ou Chi, evoluindo para as doenças.

Essa conexão entre emoções suprimidas (ou reprimidas) e o Fogo no Fígado é mencionado nos vídeos sobre a Medicina Tradicional Chinesa do Canal no Youtube “Segredo dos Mestres”. São 26 vídeos de curta duração – aproximadamente 8 minutos, que abordam as principais doenças cuja causa raiz tem relação direta com cinco órgãos vitais: fígado, coração, baço-pâncreas, pulmão e rim.

Nos vídeos, o Dr. Min Ming Yen – médico formado pela USP e especialista em MTC, fala de maneira clara como a maioria das enfermidades que nos acometem não tem nada a ver com genética ou hereditariedade (desculpa de muita gente!). E sim, aos hábitos alimentares e forma de viver a vida.

 

 

Quando falamos de sentimentos reprimidos, o fígado é um dos mais afetados. Você sabia que a energia bloqueada neste órgão gera uma série de conseqüências, dentre elas: estagnação do fluxo sanguíneo? Pois bem, nas mulheres, pode ocorrer forte cólicas menstruais, coágulos, e se não for tratado, caminhar para o surgimento de um mioma ou endometriose. Nos homens, o bloqueio do sangue vai para o coração provocando o infarto. De uma forma geral, quando o calor do fígado chega no coração provoca taquicardia, hipertensão arterial, ansiedade e insônia. Agora você entende porque não está dormindo?

Sendo assim, devemos estar sempre alertas, despertos. Não há problema nenhum sentir raiva, irritação, frustração, a questão é; como você está lidando com tais sentimentos? Como está a sua energia hoje? Você está se sentindo grato, alegre, ou introspectivo? Ou tirou o dia para reclamar, falar mal dos outros, do governo, falar da crise, repetir “tá difícil”? Está assistindo ao noticiário e alimentado seu “fogo no fígado”? Pois é, você ativa seu “para-raio” pessoal da maneira que lhe convém.

Eu nunca fui de suprimir emoções. A questão era a forma como eu as colocava pra fora. O meu aprendizado está ligado à sabedoria das palavras. Antes eu não pensava pra falar, e por vezes magoava as pessoas. Ainda me policio, pois sou muito direta. Não deixei de ser direta. Na verdade, até aprecio essa minha característica. Afinal, ela faz parte da minha essência. Apenas trabalho essa minha “franqueza” afim de não ofender o outro. Além, claro, não perder minha energia vital. Tento me fazer entender para que a outra pessoa compreenda meu ponto de vista.

O Multitarefeiro e eu procuramos compreender o motivo desses sentimentos que nos acometem: raiva, frustração, ansiedade. Quem são os agentes que ativam nosso Fogo no Fígado?

Aprendi que devo acolher esses sentimentos e trabalhá-los dentro de mim. Por isso gosto tanto de praticar o ho’oponopono, e atribuir o conceito que sou responsável por tudo que acontece ao meu redor. Se alguém ou algo me deixou com raiva, penso: Porque atrai essa situação para minha vida? A partir do momento que você assume a responsabilidade, ativa a auto cura, tem poder sobre si mesmo, deixa de terceirizar a culpa.

Quando estou próximo de alguém que exige mais da minha paciência, e se isso é inevitável, estou rezando para nós dois mentalmente: “Que a Divindade que está em mim limpe e purifique nosso encontro. Que a Divindade corrija em mim o que ajudou a criar nesta pessoal esse sentimento de raiva, revolta, frustação.” Daí, digo o nome dele(a), e em seguida: “Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grata.”

Dialogar é uma boa maneira de resolver emoções suprimidas. Dizer para o outro o que sente, o que te magoou. O Multitarefeiro e eu sempre procuramos resolver nossas divergências. Se ficamos chateados por alguma coisa que fizemos ou falamos um ao outro, conversamos. Liberamos nosso coração. No entanto, por vezes, abster-se de falar também é uma ação efetiva.

Recentemente, um amigo compartilhou comigo um vídeo áudio no Youtube chamado de TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno. Que vídeo maravilhoso! Caiu como uma luva. Um presente do Universo. Escuto sempre, principalmente quando as emoções turbulentas surgem. “Pense no que vai dizer antes de abrir a boca”, é a primeira frase do áudio. Deu para sentir a franqueza!?

 

 

“Dentro do contexto da filosofia tradicional e religião Chinesa, o Tao é o conhecimento intuitivo da “vida” que não pode ser apreendido completamente – tão somente – como um conceito, mas pode ser conhecido, no entanto, através da experiência de vida real, cotidiana. “

Por exemplo, quando estou no meu período de sofrimento feminino – como chamo meu período menstrual -, sempre sou testada. Preciso me policiar. A forma que escolhi passar por este período é ficando mais introspectiva, lendo, me observando, praticando o TAO. Eu me aceito. Não me cobro de ficar toda “sorriso”.

Em certos momentos, a raiva foi um mecanismo de incentivo, um impulso para conquistar meus objetivos. Já escutei que alcançar meus sonhos seria difícil. Apenas não me conectei com essas pessoas. Eu sei do que sou capaz. Não as julgo. São as crenças dela, e o carma dela. Eu não quero entrar em ressonância com o carma de ninguém. Sugiro você não entrar também.

No mais, gosto mesmo é de seguir na contramão dos “normais”. Meu objetivo principal é não deixar que meu fígado vire a “fogueira das vaidades”.

Namastê.

 

 

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2 Comentários
  • Cb
    Postado às 09:59h, 18 outubro Responder

    Amei seu post. Foi muito esclarecedor para mim é fez todo sentido. Estou com muitas doenças e dentre elas o fígado, rim e estômago. Desejaria aprender mais e saber se alcançaria a cura desses órgãos

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 11:34h, 21 outubro Responder

      Olá, tudo bem?!
      Qual seu nome?
      Gratidão pelo comentário. Sou apenas uma curiosa da Medicina Tradicional Chinesa, e de outras curas alternativas que tratam a causa e não somente a doença. Tenho aprendido que a doença se instala em um corpo doente devido os maus hábitos: alimentação, stress, sentimentos e pensamentos ruins. Eu mesma me curei de um problema digestivos e prisão de ventre buscando tais tratamentos. Acredito que podemos nos curar, mas também que a ajuda de outros profissionais é importante. A minha sugestão é que procure um médico integralista, ou mesmo de Medicina Tradicional Chinesa, preocupado em tratar a causa das suas enfermidades, não somente a doença instalada. Enquanto isso, procure entender os motivos que todos esses males estão lhe afetando. Serão os maus hábitos; a forma de lidar com as situações do dia a dia, as emoções; falta de uma atividade que lhe dê prazer, alimentação, etc. O autoconhecimento nos leva a cura. Mas nunca deixe de pedir ajuda. Caminhar sozinho tem seus desafios. Um grande abraço e torço para que você encontre a cura para as suas doenças. Acredite, confie e não se acomode – nunca! Namastê.

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