Eu Leio Livros De Auto Ajuda, Sim! E Daí, Qual É O Preconceito?
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Eu leio livros de Auto Ajuda, sim! E daí, qual é o preconceito?

Eu leio livros de Auto Ajuda, sim! E daí, qual é o preconceito?

É muito interessante o pensamento coletivo das pessoas com relação aos livros de Auto Ajuda.

 

Vira e mexe eu escuto frases do tipo: “Livros de Auto Ajuda? Pra quê, eu mesmo resolvo os meus problemas”; “Não quero saber da vida do outro“; O que vão pensar de mim se me pegarem lendo esse tipo de livro? Vão pensar que estou cheia de problemas”, dentre outras milhares de afirmações preconceituosas contra o gênero.

 

Há um bom tempo paira um pré julgamento com livros classificados nessa categoria. Por esse motivo, fiquei curiosa e resolvi compreender um pouco mais sobre essa intolerância por parte de certos leitores. Essa tal curiosidade também foi motivada depois de receber a recusa de alguns blogs literário para resenhar meu livro.

E, sim, o meu livro tem um “pezinho no terreiro” da Auto Ajuda.

 

Tudo bem! “Super respeito” os leitores. Até mesmo porque, cada um lê o gênero com que mais se identifica.

Por exemplo, sou fã do escritor Stephen King. Sua escrita e dedicação são inquestionáveis. Não atoa, ele foi o 3º autor mais bem pago no ramo literário em 2016. Entretanto, li apenas 2 ou 3 livros seus, mas, nem por isso, discrimino o estilo de suas obras: terror, suspense, paranormalidade…

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Com relação aos livros de Auto Ajuda, existe, sim, a rejeição de alguns leitores por esse tipo de publicação.

Eu mesma, tenho que admitir; há alguns anos atrás estive envolvida nesse pensamento retrógrado e preconceituoso. Nessa época eu era a confiante, a eficiente, a eficaz, a “Fodona”, que por fim teve que contar com esse tipo de leitura para poder se encontrar.

Foi então que, no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, descobri nesses livros uma fonte de inspiração para encontrar o meu caminho e me conhecer melhor.

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Quando comecei a me sentir insatisfeita com a vida, um vazio, foram os livros de Auto Ajuda que me fizeram refletir sobre vários aspectos da minha existência.

A maioria dos autores desse gênero passaram, ou ainda passam, por esse período de autoconhecimento. Suas obras são uma maneira de mostrar para as pessoas que elas também podem fazer o mesmo e buscar sua realização pessoal.

Eu adoro ler livros de pessoas que deram a volta por cima e se reinventaram frente as dificuldades. Esses autores são gente como a gente e, por vezes, já se depararam com situações muito mais complicadas do que a nossa.

Penso que quando se está nessa busca por desenvolvimento pessoal, fica mais fácil buscar inspiração externa, principalmente, de pessoas que você admira.

Todos temos uma missão nesta vida, o nosso propósito. E nada mais empolgante do que se inspirar com a história do outro e refletir sobre aspectos de nossa vida.

Eu, particularmente, tenho minhas fontes inspiradoras: Gisele Budchen, Oprah Wiinfrey, Nelson Mandela, Louise Hay, Anthony Robbins, Paulo Coelho, Eckhart Tolle…Nossa!, são muitos. Dessa lista, com exceção da Gisele Budchen, todos escreveram livros contando um pouco de sua trajetória de superação.

É assim que eu encaro os livros de Auto Ajuda – livros de superação. E eu sou uma aficionada por esse tipo de história.

 

Por que o preconceito com  as obras de Paulo Coelho?

 

Por que o preconceito com Paulo Coelho?

Dentre as celebridades acima, gostaria de citar o escritor Paulo Coelho.

Por muito tempo, o autor recebeu uma enxurrada de críticas sobre os seus livros. E ainda recebe.

Sua biografia “O Mago” – escrita pelo renomado autor Fernando de Morais – me trouxe vários “insights” quando comecei a entender que a escrita era realmente o meu propósito de vida. Como ele, eu também começaria a escrever aos 39 anos de idade.

Dizem que seus livros tem um “quê” de Auto Ajuda e sua escrita é muito simples. Com certeza, ele não é nenhum Álvares de Azevedo, cuja melancolia e linguagem rebuscada faz você dormir em cima do livro. Me perdoem os amantes do autor!

Penso eu que, os melhores autores são como Paulo Coelho, utilizam uma linguagem simples e direta.

Sua obra mais famosa – “O Alquimista”, é um sucesso de vendas fora das terras Tupiniquins. O livro está há mais de 8 anos na lista dos mais vendidos do New York Times. Só para constar; Bill Clinton e Madona declararam já o terem lido.

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Por outro lado, para uma parcela de brasileiros, os livros de Paulo Coelho são de Auto Ajuda, mal escritos e mal traduzidos.

É…no fundo, gostamos mesmo é das coisas complicadas! No Brasil, sofremos do chamado “Complexo de Vira-Lata”, termo definido por Nelson Rodrigues, visto que os “Auto Ajudas” de lá, são melhores que os de cá!

 

O genêro Auto Ajuda disfarçado em outras categorias

 

Por fim, dei uma olhada no registros bibliográficos dos livros que li de Auto Ajuda, e muitos estão definidos em outras categorias: Crescimento Pessoal, Autoconhecimento, Inspiração, Autorrealização, Desenvolvimento Pessoal, dentre muitas outras.

Até resolvi alterar a classificação do meu próprio livro para Desenvolvimento Pessoal. De fato, soa melhor, mas não deixa de ser Auto Ajuda.

Talvez você tenha uma “pitada” de preconceito com esse tipo de livro, sem se dar conta que já leu obras do gênero classificadas em outras categorias.

Veja a seguir alguns exemplos:

Augusto Cury – Ansiedade

Mario Sérgio Cortela – Por que Fazemos o Que Fazemos

T Harv. Eker – O Segredo da Mente MIlionária

Paulo Vieira – O Poder da Ação

Dale Carnegie – Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Carol Dweck – Mindset

Eckhart Tolle – O Poder do Agora

Tony Robbins – Poder sem Limites


A lista é extensa…

Porém, o mais importante é; deixar o preconceito de lado e se dedicar com o seu Desenvolvimento Pessoal, ao invés de se preocupar no que o outro vai pensar.

Livro de Auto Ajuda é busca de si mesmo, é Autoconhecimento.

Eu leio Auto Ajuda sim, e daí?

 

Namastê.

 

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Escritora, casada, ex-workaholic. Adora bichos e viajar. Descobriu-se escritora aos 39 anos de idade. Em 2015, seu Retorno de Saturno “particular” foi um incentivo para uma reviravolta na vida. As dificuldades no casamento e as insatisfações com a profissão a levaram para esse mundo encantador da escrita. Os Opostos se Distraem é seu primeiro livro.

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4 Comentários
  • Raquel Lima
    Postado às 23:02h, 23 outubro Responder

    Olá Jussara! Estou feliz em acessar seu site e receber seus artigos, está tudo ótimo! Parabéns!
    Quanto aos livros de Auto Ajuda, penso que naturalmente já temos limitações e não precisamos adicionar mais uma: o preconceito.
    Mente aberta é requisito para aprender a viver melhor. Claro que não precisamos nos desesperar para saber tudo. Também não precisamos aceitar tudo, mas podemos escolher, conhecendo as opções. Aliás, o que estamos mais precisando aprender é neutralizar a ansiedade, e isso os livros podem auxiliar bem! O seu livro é um bom exemplo. Nesses tempos o que precisamos é de bons direcionamentos. Seu trabalho é muito bom! Avante! Grande abraço!

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 09:39h, 25 outubro Responder

      Olá Raquel!
      Eu que fiquei muito feliz em receber seu comentário. Como você está?! E, sim, mente aberta, sem pré-julgamentos é o melhor caminho para a realização pessoal. Quando deixamos de julgar isso ou aquilo, abrimos caminho para a felicidade se adentrar na nossa vida. Muito obrigada pelo carinho e muita luz na sua vida! Avante!!! Gratidão, bjs.

  • Monyque Evelyn
    Postado às 09:56h, 01 novembro Responder

    Olá Jussara, tudo bem? Amei conhecer seu blog e livro, já estou achando tudo lindo 😀
    Esse post é TUDO, faço das minhas as suas palavras. Sou cercada de pessoas preconceituosas com esse tipo de livro e fazem tanta alarme desnecessário. Acredito que essas pessoas que acham que não “precisam” ler auto ajuda são as que mais têm desejos reprimidos. Se já leu e não gostou, tudo bem, basta ignorar. Mas pra quê ficar criticando? É igual aquele ditado: quem desdenha quer comprar! Amo os livros desse gênero, eles nos ajudam mesmo, nos ajudam a enxergar com os nossos próprios olhos, nos ajudam a tirarmos as próprias conclusões a respeito das coisas, porque às vezes tem tantas coisas debaixo do nosso nariz que não conseguimos ver. O primeiro livro que li na vida foi de Augusto Cury, foi o livro que despertou o meu amor pela leitura e me permitiu tirar as vendas, tinha 12 anos. Hoje sou fã dele e sou uma pessoa melhor, aprendi a não desprezar os outros gêneros. Amei seu post, amei tudo por aqui. Super beijo flor e sucesso. Já quero ler seu livro 😀

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 21:35h, 01 novembro Responder

      Olá Monyque! Que legal que você se identificou com o artigo. Fico muito grata! Esses livros me ajudaram a resgatar minha essência. Eu li O Vendedor de Sonhos do Augusto Cury, e na época já me tocou profundamente. Infelizmente, algumas pessoas não aceitam que precisam de ajuda ou que podem se desenvolver através da leitura. Mas cada um tem seu tempo, acredito muito nisso. O tempo de Deus! Enquanto isso, vamos nos desenvolvendo e auxiliando aqueles que anseiam por mudanças. Eu vi seu blog, e amei! A foto da Menina que Roubava livros…adoro esse livro! Também notei na sua descrição que tem muitos sonhos (eu tenho uma lista enorme!), e um deles é ser escritora. Que Mara!! Isso mesmo, siga em frente, acredite, seja uma contadora de histórias. Nunca desista dos seus sonhos!! Um grande beijo e muita luz na sua vida! Gratidão.

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