Sonhos e Sincronicidade - Site oficial da escritora de livros Jussara Souza
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Sonhos e Sincronicidade

Sonhos e Sincronicidade

O famoso psicoterapeuta suíço Carl Jung é o precursor dos estudos sobre a Sincronicidade – também conhecida como “Coincidências de Significado”.

O conceito desenvolvido por Jung define os acontecimentos que se relacionam não por uma relação casual (ao acaso, à sorte), e sim por uma relação de significado.

Comecei a me interessar pelos eventos sincronísticos desde que iniciei a escrita do “Descubra seu Propósito” – meu segundo livro. Pensava repetidamente: “Conte em detalhes para as outras pessoas como você fez”. Tudo que fica martelando demais na minha cabeça preciso colocar em prática. Salvo exceções, do tipo; querer matar o marido porque não limpa o pé ao entrar em casa, ou estrangular o chefe (rs). Por favor, se for este o seu caso, recorra ao ho’oponopono ou procure um especialista.

Talvez você se lembre dos momentos em que estava pensando em uma música e, de repente, ela começa a tocar no rádio do carro. Ou, ainda mais intrigante, a pessoa do seu lado começa a cantar essa mesma canção. Tem também aqueles dias em que você não consegue parar de pensar naquele amigo de anos. Faz algum tempo que não se falam. Até anotou na agenda para ligar para ele, mas sempre procrastina. Daí, toca o telefone. Quem é? Seu amigo.

Simples coincidências? Muito pelo contrário. Não espere sincronicidade em acontecimentos grandiosos. É nos pequenos eventos diários que ela se manifesta.

Enquanto me aprofundava nas “coincidências de significado” por meio da obra de Jung e do curso Sincrodestiny (ou Sicrodestino), de Deepak Chopra, meu olhar se voltou para as ocorrências cotidianas a minha volta. Todo e qualquer movimento ao meu redor – de pessoas ou situações – era motivo de questionamento. Qual era o seu significado? Por que eu os tinha atraído? Qual o aprendizado disso? Foi durante esses momentos de reflexão que tive a comprovação de que “o acaso” de fato não existe. E que sonhos são resultado de eventos sincronizados de atração, e outras “cositas más”.

Mas vamos lá, deixa eu te contar uma história “significativa”.

Desde 2016, meu marido e eu compartilhávamos o sonho de morar em uma chácara. Porém, somente no início de 2018 definimos como uma meta. Um objetivo a ser atingido. Ok, então “bora” anunciar ao Universo o nosso desejo. Para isso, escrevemos essa meta no quadro dos sonhos do casal, e para ratificar, o coloquei também no meu quadro de sonhos particular. Reforçar nunca é demais.

E qual seria o plano de ação? Afinal, sonhos sem metas são só sonhos. Primeiro, definimos que a meta deveria ser concretizada até final de 2018. Segundo, que precisaríamos nos esforçar mais para vender nossa casa, pois seria a receita de sua venda que financiaria nosso sonho.

Fazia 2 anos que o imóvel estava anunciado, sem nenhum interesse concreto. O meu marido, cujo conhecimentos sobre o mercado imobiliário ultrapassam os meus em anos luz, ficou responsável de procurar oportunidades nos sites especializados em compra e venda pela internet. A minha tarefa de casa seria; atender as imobiliárias e os possíveis interessados.

Desde que decidimos morar em uma chácara, eu já sonhava com ela. Imaginava um local com uma casa simples rodeada de árvores. Para nossa segurança, ela deveria estar localizada próxima da zona urbana. Todos os dias namorava o recorte de revista no meu quadro de sonhos. Era a representação do meu desejo. Nos meus devaneios, via os cachorros correndo livre pelo gramado. De tempos em tempos, o meu marido costumava dizer:

“Com a venda da casa, se não aparecer o local do jeitinho que sonhamos, compramos um terreno do tamanho de uma chácara e começamos do zero.”

“Mas não é assim que eu imagino. E as árvores?”, eu respondia com o coração apertado.

“As árvores a gente planta”, ele respondia.

“Só que vai demorar para elas crescerem”, eu rebatia, rejeitando essa opção. Era como se eu tivesse a certeza que o meu desejo se manifestaria.

Em Abril de 2018, vasculhando os anúncios de venda e troca pela internet, meu marido encontrou uma chácara à venda. E melhor que isso, aceitava-se troca. Na mesma hora, ele entrou em contato com o proprietário que topou conhecer nossa casa. Marcamos um encontro.

Era um Domingo ensolarado. Nosso imóvel seria o primeiro a ser visitado. Vieram o proprietário da chácara, o filho e a nora. Durante a demonstração, notamos o interesse. Havia uma possibilidade em fechar o negócio. Só tinha uma questão; nessa visita sua mulher não o acompanhou. No mesmo dia, fomos conhecer a chácara.

Quando o portão da propriedade se abriu…uma floresta se apresentou à frente dos meus olhos. Me emocionei. Segurei as lágrimas. Era uma emoção que vinha dentro do coração. Você deve saber como é. Por alguns instantes, meu mundo se fechou para aquela paisagem. Eu só conseguia sentir o cheiro de mato e o canto dos passarinhos. E elas me saudaram, as árvores. Podem me chamar de louca. Tudo bem.

Para quem nunca havia morado em um local como aquele, era muito verde para chamar de seu. Era o local que eu havia sonhado. Aonde eu assino? Por mim, o negócio estava fechado. Eu já tinha caído de amores pelo estrondoso pé de abacate, pelas duas bananeiras ao lado do pé de ráfia, pelos pés de Uvaia (mesmo que nunca tenha ouvido falar de sua existência. Alguém aí já?), pela goiabeira branca, pelos pés de limão cravo, pelo pé de acerola, pela jabuticabeira e o pé de caju que enfeitavam o quintal.  Nem me lembro de ter reparado muito na casa.

Era uma propriedade antiga, comparada a nossa, mas boa. Como o Multitarefeito sempre diz: “A Jussara adora uma coisa ‘véia’.” E gosto mesmo. Adoro aqueles casarios centenários. Quando vejo um, me pego divagando nas pessoas e a história por trás daquelas paredes de barro batido, janelas e portas com seus batentes imponentes. E para fechar com chave de ouro, a chácara fica praticamente dentro da zona urbana.

O negócio ainda não estava fechado. Era preciso que a esposa avaliasse nossa casa. Marcamos o dia da visita. Para minha surpresa (ou melhor, coincidência de significado), a mulher era a dona do salão onde tive o meu dia da noiva. O dia do meu casamento foi o mais feliz da minha vida. Quando abri a porta, não imaginei que o reencontro seria tão significativo. Ele selaria um novo ciclo de vida para nós duas. Minha casa seria dela, e a dela, minha.

O negócio foi fechado sem dificuldades. No entanto, os “acontecimentos significativos” não pararam por aí.

Em Agosto fazia dois meses que havíamos nos mudado. Comprei minha primeira galocha, a jabuticabeira tinha dado frutos…desfrutávamos de nossa vida na “roça”. O Multitarefeiro e eu decidimos colocar um nome em nosso “paraíso” de “Chácara Santa Rita”. Santa Rita nos remete à vários eventos de significado. Meus pais moram em Santa Rita de Caldas – no interior de Minas, meu marido nasceu com problemas de saúde e sua avó fez uma promessa para a santa, e ele nasceu no dia 23 de maio  – um dia após a data que celebra o aniversário de Santa Rita de Cássia, considerada por seus fiéis a “santa das causa impossíveis”.

Ainda em Agosto, viajamos com os meus pais para Arraial d’Ajuda, Bahia. Tiramos um dia para visitar a Rota do Descobrimento. Turistando pelas lojinhas da Coroa Vermelha, nos deparamos com um artista gravando nomes e frases em madeira. Paramos para admirar o seu trabalho. Como todo baiano, ele era bom de prosa.

Na mesma hora, pensamos nele para fazer a placa da Chácara. Levaria uns 30 minutos para o trabalho ficar pronto. Daríamos uma volta enquanto ele fazia a gravação. Quando estávamos saindo, perguntamos o seu nome: “Pode me chamar de Eliseu.” No mesmo instante, meu marido e eu trocamos olhares. A risada foi inevitável. Eliseu é o nome do ex-proprietário da chácara. Seu pai, atualmente nosso vizinho, também tem o mesmo nome.

A realização do sonho da chácara, e os outros eventos que se seguiram (a confecção da placa, por exemplo) me fez acreditar que o “acaso” mora ao lado, nos simples eventos do cotidiano. Creio que, quando aceitamos o desenrolar dos fatos a nossa volta, viramos roteirista de nossa própria história. Aos poucos, passamos a compreender o sentido de nossa existência. Nossa trajetória. Deixamos de viver como meros coadjuvantes, para brilhar como protagonistas de uma obra de puro sincronismo.

P.S.: Se você tiver ou conhecer alguma história de “coincidências de significado”, por favor, não deixe de enviar um e-mail. Vamos compartilhar histórias. Além do mais, ela poderá fazer parte do meu próximo livro sobre Sincronicidade. Divulgue para seus amigos e familiares. Peça a eles que também me escrevam e contem suas histórias. Ela pode ser eternizada em uma obra.

Portanto, lhe desejo uma vida repleta de significado.

Namastê.

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Escritora, casada, ex-workaholic. Adora bichos e viajar. Descobriu-se escritora aos 39 anos de idade. Em 2015, seu Retorno de Saturno “particular” foi um incentivo para uma reviravolta na vida. As dificuldades no casamento e as insatisfações com a profissão a levaram para esse mundo encantador da escrita. Autora de Os Opostos se Distraem e Descubra seu Propósito.

6 Comentários
  • Naisa Luz
    Postado às 20:50h, 25 setembro Responder

    Ahhhhh Ju o que posso dizer após ler este teu texto ?!!! Tô absolutamente ma-ra-vi-lha-daaaaa Por isto creio num Deus, em um PAI maravilhoso que conhece todos os.nossos desejos e os realiza, depende unicamente de nós, seus filhos acreditar que é possível e correr atrás … Meus parabéns e que você e o “multitarefeiro” sendo cada dia maos felizes e abençoados na Chácara Santa Rita ❤❤❤ …

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 15:51h, 27 setembro Responder

      Oie Naisa, gratidão pelas palavras! Sim, o Criador está sempre do nosso lado, em todos os momentos. Mas é sempre importante ter em mente que ele é o co-criador na nossa história de vida. Precisamos fazer a nossa parte também. E agradecer, agradecer, e agradecer. Quanto mais gratos, mais o Universo nos envolve com o seu sincronismo perfeito. Bjo no seu coração!

  • Erika
    Postado às 11:33h, 26 setembro Responder

    Adorei 🙂 morar em um lugar assim deve mesmo ser uma delícia! Adorei a ideia do mural de quadro de sonhos, vou adotar.

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 15:57h, 27 setembro Responder

      Oie Erika, é maravilhoso! Estamos aos poucos, sem pressa, deixando o lugar com a nossa cara. E sobre o mural, faça. Recomendo. Assim, você irá sempre se lembrar dos seus sonhos, e o Universo também. Em Descubra seu Propósito digo como fiz o meu. Bjosss

  • Ariela Oliveira
    Postado às 19:19h, 26 setembro Responder

    Ju amei seu artigo!! <3 Já aconteceram comigo "coincidências" que pareciam inexplicáveis, mas até agora não havia lido nada a respeito disso, me interessei bastante sobre o assunto. Entendo você quando diz que gosta de olhar para uma casa ou um local e imaginar como eram as pessoas que moravam ali eu sempre faço isso, gosto de imaginar como pode ter sido a vida de quem passou por ali e as lembranças que teve. Parabéns pelo artigo, ficou ótimo, bjs!

    • JUSSARA SOUZA
      Postado às 16:06h, 27 setembro Responder

      Oie Ariela!! Menina, me conta essas histórias inexplicáveis. Adoro!! Se recordá-las, pensar nos fatos, no antes e depois, em detalhes, verá que elas não têm nada de inexplicáveis. Tudo tem um significado, ou ainda vai ter. Daí, quando as coisas fizerem sentido, você vai ter aquele “click”, e pensar: “Nossa, então por isso tudo isso aconteceu”. Não é maravilhoso? Com relação a história de um local, eu vivo revivendo em nome de alguém, que nem conheço. E também adoro filmes que começam em um período atual, e depois, voltam no tempo e mostram aquele lugar como era antes, as pessoas que ali viveram… Acho fascinante! Mas relembre suas sincronicidades e me conte. Obrigada por comentar. Bjoss

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